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Dalprá entrega nova unidade da multinacional austríaca ZINKPOWER

A Zinkpower, líder mundial em galvanização a fogo pertencente ao grupo austríaco Kopf, inaugurou nesta terça-feira, 6 de outubro, sua primeira fábrica no Brasil, em Artur Nogueira (SP), a 150 km da capital paulista. O projeto, que recebe apoio da Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação,  e a contratação de cerca de 60 funcionários.

A responsável pela obra do local foi a Construtora Dalprá.

A galvanização a fogo é um processo industrial em que o aço é mergulhado no zinco em alta temperatura, criando uma camada protetora contra ferrugem e corrosão. Entre os principais produtos galvanizados pela Zinkpower estão estruturas metálicas para a construção civil (arenas, ginásios, etc), estufas agrícolas, torres de transmissão, braços de iluminação, semáforos e defesas metálicas de rodovias (guard rails). A fábrica terá capacidade de galvanizar três mil toneladas de aço por mês.

Segundo o gerente geral da empresa no Brasil, Martin Feldenheimer, quando a Zinkpower decidiu abrir uma planta no Brasil, já sabia que teria que estabelecer-se no Estado de São Paulo. “É onde o PIB é maior e onde está a maior geração de renda. Fizemos uma pesquisa que identificou onde estão situados hoje os maiores fabricantes de estruturas metálicas e implementos de irrigação agrícola e acabamos decidindo pela região metropolitana de Campinas”, explica.

A empresa adquiriu uma área de 60 mil m² para a instalação da fábrica, que terá inicialmente 7.800 m² de área construída. Há espaço suficiente para que a planta seja ampliada caso haja demanda de mercado. Feldenheimer destacou o trabalho da Investe São Paulo no apoio para que a Zinkpower pudesse encontrar o local ideal para o empreendimento.

“Com base nas informações que passamos, a Agência nos forneceu informações completas de 18 municípios que reuniam as características necessárias para instalarmos nossa empresa. Fomos avaliando quais possuíam programas de incentivo e áreas adequadas, peneirando aqui e ali, e acabamos decidindo por Artur Nogueira. A cidade está numa região que tem uma malha viária excelente para escoar o produto galvanizado para todo o País”, disse o executivo.

Para o presidente da Investe São Paulo, Juan Quirós, o investimento da Zinkpower vem para completar uma importante cadeia industrial. “A galvanização é um processo importantíssimo para incrementar a qualidade de vários produtos ligados à metalurgia. Esse tipo de empreendimento enriquece o parque industrial paulista e contribui para o desenvolvimento econômico do Brasil”, afirma. Durante a cerimônia de inauguração, ele foi representado pelo gerente Geral da Agência, Wanius Ribeiro. O gerente de Projetos Alexandre Marx também esteve presente.

Qualificação de pessoas

Outro fator levado em conta pela Zinkpower na escolha do município foi a disponibilidade de mão de obra local. Como a galvanização é um processo basicamente manual, os empregados contratados são capacitados pela própria empresa, e não precisam de qualificação técnica prévia.

“Com a mecanização da colheita de cana, identificamos que existe uma boa quantidade de pessoas em Artur Nogueira e nas cidades vizinhas com disponibilidade imediata para o trabalho. Nossa fábrica poderá absorver essa mão de obra e ainda capacita-la para o trabalho industrial. Assim, mesmo que depois ela saia da Zinkpower, a pessoa está mais qualificada para o mercado”, explicou o gerente geral da empresa.

A Zinkpower está otimista. Segundo Feldenheimer, o grupo Kopf compra hoje grandes quantidades de zinco da Votorantim Metais, que por diversas ocasiões mostrou aos austríacos que seria interessante abrir uma fábrica no Brasil. Isso porque o mercado está crescendo, já que se perde muito com a corrosão de metais no País. Além disso, a proximidade dos jogos olímpicos deve aumentar a demanda por estruturas metálicas, que, junto de estufas e implementos agrícolas, são os itens mais galvanizados atualmente no Brasil.

Feldenheimer explicou também que hoje em dia, no País, muitas empresas acabam optando por pintar os metais em vez de galvanizar, por ser uma solução mais simples e barata. Porém, a proteção tem um tempo menor de duração.

“É uma questão praticamente cultural. Enquanto na Europa consome-se de 15 a 20 quilos de zinco per capta, no Brasil o número não chega a 3 quilos. Isso mostra que existe um mercado imenso a ser explorado. Estamos fazendo um trabalho intensivo de divulgação do serviço e conscientização dos clientes, desmistificando o processo de galvanização a zinco. Quem conhece e faz uma vez, acaba fazendo sempre”, disse o executivo.

A galvanização

O processo de galvanização a fogo é composto essencialmente de duas partes: na primeira, a decapagem, é feita uma limpeza para a remoção de resíduos ou corrosões já existentes no metal. Em seguida a peça é mergulhada em um banho de zinco líquido em uma temperatura de até 450 graus célsius.

Esse banho faz com que haja uma fusão superficial entre o zinco e o aço, criando uma película de zinco na parte externa do metal. “É como a cobertura de um bolo: fica uma camada externa, uma interna e uma intermediária com a mistura dos dois”, explicou Feldenheimer.

Essa fusão é o principal diferencial da galvanização a fogo com relação aos outros tipos de proteção com zinco. No processo eletrolítico, por exemplo, o zinco gruda no metal por uma diferença entre energia positiva e negativa. Porém é possível raspar o zinco e removê-lo, como se fosse uma tinta. Já na galvanização a fogo, os dois metais ficam fundidos.

“Hoje, as chapas utilizadas na produção de carros são galvanizadas a fogo, por isso não enferrujam”, disse o gerente-geral da Zinkpower. No caso das plantas da Zinkpower, o processo é feito com uma tecnologia verde exclusiva, que utiliza a luz natural e a captação de águas pluviais para a economia de energia. O conceito utilizado é o do green-dip galvanizing, dando prioridade total à responsabilidade ambiental do processo.

Sobre a Zinkpower

A Zinkpower é uma das unidades de negócios do grupo australiano Kopf, que emprega mais de 2 mil pessoas em 11 países. A marca é líder global no processo de galvanização a fogo, e oferece o serviço em 37 estabelecimentos instalados em dez países na Europa, América e Ásia. Suas plantas são conhecidas pela versatilidade, flexibilidade, qualidade e preocupação com o meio ambiente.